A vida é uma droga! O que Julia Wertz nos mostra sobre crescer?



Nesta Graphic Novel autobiográfica, Julia Wertz retrata entre umas e outras histórias do seu - patético - cotidiano, ao longo de mais ou menos um ano, bem definidos pelas quatro estações. Com vinte e poucos anos, esta garota de classe média, nascida e vivida na cidade de São Francisco, toma a impulsiva decisão de se mudar e morar sozinha na Big Apple. “Ah, Nova York!” aí foi ela. Foi uma boa decisão?

Impossível não se identificar com a HQ. Todos os meros mortais, em algum momento já passaram por algum acontecimento igual ou similar a personagem principal, como um porre durante o primeiro encontro com um carinha qualquer da internet.

Dúvidas e mais dúvidas permeiam a vida de Julia. Ela realmente quer crescer? Temos controle sobre nossas vidas?

Na trama ainda se desenrola todas as complicações na vida da personagem: seus problemas familiares (pais separados, padrasto com câncer e irmão drogado), que se mesclam com pequenas histórias vividas com seus amigos - geralmente em algum bar.

Entre vários apartamentos e empregos, um mais maluco que o outro, permeiam críticas divertidas sobre a política norte-americana (que ficou mais evidente à geração dela após o 11 de Setembro); sarcasmos e autocríticas são uma constante. Em suma, seus fracassos são trazidos à tona de maneira divertida. O uso do palavrão aqui é mais que liberado. O “foda-se” é quase que “obrigatório”.


O que vale a pena nesta Graphic Novel?


Uma das coisas que mais me chamaram atenção nesta HQ, foi o caderno de esboços de NY, onde há retratos bem detalhados pelos locais onde a personagem passou: uma Nova York sem pessoas, onde apenas demonstra ser uma selva de pedras e seus letreiros, os elementos que formam as ruas, os bairros, e a cidade em si (Village East, Brooklyn, Long Island). Aparentemente foram locais que a autora passou e marcaram sua vida de alguma forma, como o dia de seu aniversário passado em uma lavanderia.

Outro ponto foi a capa em preto e branco, que trouxe a personagem principal em seu cotidiano fácil de identificar.


“E em último lugar, mas não menos importante, obrigada à cidade de Nova York, por ser uma baita de uma filha da puta e tornar tudo isso possível”, agradece Julia Wertz em meio a Graphic Novel.

Obrigada você Julia Wertz por compartilhar sua história de forma tão divertida conosco meros leitores.

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Até a próxima!

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